(Finalmente!) – Hoje pela manhã tivemos postos de vôo. Aquela velha conhecida, alvorada as 5:30, todo mundo pronto e o tempo fecha. Tinha tudo para ser um dia igual aos anteriores mas, de repente, ouço ligarem os motores da aeronave.
Viva!
As 10 horas da manhã decolou o primeiro vôo. Levaram todos os bulgaros nos dois vôos seguintes e então começaram as cargas. O vento ainda estava forte, ficava variando próximo ao limite do envelope de vôo que é de 30 nós. Ele variava de 20 a 40 nós, e ficavam aguardando uma janela para a decolagem. E assim foi a manhã toda. Terminaram de levar as cargas dos búlgaros e ficou faltando apenas combustível: gasolina para abastecer motos de neve e diesel para os geradores. Esses combustíveis estão em toneis de 200 litros e normalmente são transportados do lado de fora da aeronave, mas com o envelope no limite não era possível fazê-lo. Então veio o improviso. Procuraram bombonas e o que mais fosse possível colocar combustível dentro e transportar internamente até a base.
O objetivo do comando era dar um mínimo de combustível para que os búlgaros pudessem sobreviver por 1 mês, até que o navio voltasse pra cá. O que viesse além era bônus. Duas viagens foram feitas dessa forma e o tempo foi firmando e melhorando até que conseguiram fazer vertrep (carga externa no helicóptero). E o tempo colaborou o restante do dia. Fizeram todas as mais de 20 cargas que eles previam para terminar o abastecimento e lançamento completo dos búlgaros, sem necessidade de retorno.
Assim como em Elefante, no último dia possível as coisas funcionaram. Aqui é sempre aos 47 do segundo tempo, sempre no limite.
Por volta de 8 horas toda a carga foi completada, e o navio traçou rumo a Punta Arenas. A previsão de chegada por lá é dia 17 mas o navio só poderá atracar dia 18, que é a data reservada para ele no porto. É possível que ficamos navegando nas proximidades do porto até que nossa vez chegue. Mas isso é outra história.
Abraços a todos!