(Sabadão…) – Dia morto no navio. Sem condições de trabalho, de novo por aqui. Dia de sol, mas com ventos muito fortes. Pela manhã ainda conseguiram fazer 5 viagens, mas na quinta viagem os mergulhadores que conduzem os botes que levam as cargas para a estação tiveram que ficar por lá graças ao vento fortíssimo que soprou o restante do dia. A velocidade do vento variou de 60 a 110 km/h. Vento de furacão! É antártica não é moleza! O navio chegava a ficar inclinado de 10 a 20° graças ao vento. O divertido era observar o pessoal andando, ao estilo “Smooth Criminal”.
No almoço o pessoal ficou tirando sarro com a condição de trabalho por aqui. E saiu a perola do dia: “Só faltam umas 10 viagens de bote pra terminar a carga pra estação, no ritmo que nós estamos daqui uns 15 dias ta safo!” Todo mundo caiu na gargalhada. Se amanhã abrir um dia de com condições, eles matam o serviço com folga. Se não, vamos a estação chilena de Frei sem terminar as cargas por aqui, ficando para quando o navio retornar a estação daqui a um tempo.
No período da tarde terminei umas tabelas que a Fran pediu pra eu fazer e depois disso, só sobrou sessão de cinema na Praça d’Armas. A internet tem estado lentíssima e bastante intermitente nos últimos dias.
Ontem, como estava previsto, também chegou a Ilha Rei George o navio da Polônia, cuja estação é vizinha de Ferraz. É um navio bonito, com tamanho parecido com o Max, de casco azul. Foi a única coisa diferente que houve ontem por aqui.
No final do dia, por volta de 9 horas da noite, o vento deu uma trégua e os mergulhadores conseguiram voltar a bordo.
Como não temos o que fazer por aqui, me resta um bom banho, ler meu livro e ir para o berço.
Boa noite e um grande abraço a todos.